Adriana Accorsi quer concurso público para contratação de novos policiais civis

Concurso público

A deputada estadual Delegada Adriana Accorsi pediu a realização imediata e urgente de concurso público para a Polícia Civil, no retorno das sessões da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (4/8). Por meio de requerimento, Adriana solicitou a contratação de centenas de delegados, agentes, escrivães e também que passem a compor os quadros da instituição agentes administrativos, psicólogos e assistentes sociais para atendimento às delegacias de atendimento à mulher e a criança.

A deputada entende que é urgente a contratação de novos policiais civis para o Estado por meio de concurso público. Para Adriana, é um ônus que o Estado deve arcar para que a Segurança Pública não seja mais penalizada. Accorsi alerta para a necessidade de profissionais da psicologia e assistência social compor os quadros administrativos de modo a atuarem nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher – DEAM e nas Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente – DPCA, e finaliza, lembrando que a segurança pública é um dos direitos sociais elencados no art. 6º da Constituição Federal de 1988.

Nos últimos anos, o déficit de policiais civis aumentou consideravelmente, chegando hoje a ser de 3 mil profissionais. A falta de reposição afeta diretamente o trabalho diário nas delegacias. Atualmente, é comum delegados atuarem em mais de uma comarca ao mesmo tempo, fazendo “visitas” semanais às delegacias de cidades próximas nas quais atua. Com exceção das centrais de flagrante, praticamente todos os locais da capital e do interior sofrem com a falta de operadores, contando apenas com uma equipe composta por um delegado, dois agentes e um escrivão. Para agravar a situação, pelo menos 10% do quantitativo dos profissionais ficam fora das atividades em razão de férias ou licenças médicas.

Em razão deste contexto, as investigações são diretamente afetadas, já que não há profissionais suficientes para que os casos sejam investigados. Tal situação é extremamente danosa para a segurança pública do estado, pois os crimes registrados se tornam apenas estatísticas, sem que a Justiça seja feita a partir de um procedimento formal de investigação.

De acordo com a direção da Polícia Civil, o déficit gira em torno de 2,7 mil profissionais, mas frisa que com a contratação de pelo menos 1 mil policiais daria fôlego as investigações. O reduzido número de policiais contribui para o aumento considerável da criminalidade, que está em níveis alarmantes na capital e no interior.

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